quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sinceridade de coração

Oiii ... quero deixar hoje um texto maravilhoso que li no blog meninas do Reino , pra quem não conhece segue aii http://www.meninasdoreino.com/ recomendoo é muito BOM.  ;) 
 Prestem bem a atenção nas linhas seguintes do texto escrito por Andréia Cerqueira.



É bem provável que você, assim como eu, já tenha orado pedindo que Deus lhe conceda um coração puro, assim como fez o rei Davi no mais famoso trecho do salmo 51, o versículo 10:

Cria em mim, ó Deus, um coração puro,
e renova dentro de mim um espírito inabalável.

Um coração puro, esse é o desejo. Um pedido simples. Uma oração sincera.

Nas bem-aventuranças, Jesus disse que os “limpos de coração” verão a Deus (Mateus 5:8) e o apóstolo Tiago convida a limpar o coração todos os que têm “ânimo dobre”, (Tiago 4:8).

A essência da pureza é justamente a ausência de duplicidade, de engano, de hipocrisia. É ser totalmente transparente sobre quem você é, como está e o que sente. É desmascarar-se, despir-se, expondo-se. Pureza vem do grego “aploteti” que literalmente quer dizer “singularidade”ou “sinceridade”. Estava refletindo sobre isso e me recordei de algumas coisas que aprendi sobre a questão da sinceridade.

Sinceridade é uma palavra originada de sincera – ou sincero. É a qualidade de quem é sincero. Essa outra, por sua vez, diz-se ter origem num termo romano “sine cera” – significando “sem cera”. Conta-se que os romanos fabricavam alguns vasos de uma cera especial e algumas dessas peças ficavam tão excelentes que transpareciam o seu interior. Podia-se depositar um colar, uma pulseira no interior desses vasos que, de tão límpidos, permitiam que de fora fosse visto seu interior. Pareciam “não ter cera”Li num fórum sobre a origem da palavra, o seguinte: “O sincero, à semelhança do vaso, deixa ver através de suas palavras os nobres sentimentos de seu coração”.
Uma das crenças básicas da fé cristã consiste em nos relacionarmos com Deus através da nossa fé naquilo que Jesus Cristo fez por nós na cruz. Ele nos reconciliou com o Pai. Através de Cristo, nós podemos nos relacionar com um Deus santo. Dessa forma, nos relacionamos com o Deus Criador de todas as coisas, que tem o conhecimento de tudo, incluindo-nos na lista. Ele nos conhece melhor do que nós mesmos e sabe o que vamos falar antes que pronunciemos as palavras com nossos próprios lábios. A questão é, ELE já sabe.

Me pergunto: Por que é que fingimos que Ele não sabe?! Ou, por que tantas vezes nós “maquiamos” o que sentimos ou como estamos? Eu imagino que a religiosidade nos impede de nos relacionar de forma mais sincera com Deus. Muitas vezes tem-se uma imagem distorcida de quem Ele é. Precisamos confiar no amor e na graça de Deus, em sua misericórdia que se renova todos os dias e no sacrifício que Cristo fez na cruz para nos trazer a salvação. Acontece que confiança é algo que adquirimos conforme nos relacionamos com o outro. Jesus nos garantiu que conhecemos o Pai se observarmos a ele.

Demorei um certo tempo para orar com liberdade, para ser totalmente sincera com Deus. Estava consciente de que Ele já sabia o que eu iria confessar, mas era difícil falar em voz alta e ouvir-me confessando minhas falhas e pecados. Certa vez, estava estudando o livro de Salmos e notei como os salmistas “rasgavam” o verbo, como eram diretos, sinceros, transparentes com Deus e desejei ter um relacionamento assim também.

Tenho um criado-mudo ao lado da minha cama e o transformei no lugar onde todas as coisas vão parar. Mas isso implica em que, vez e outra, tenho que organizá-lo. Eis o que geralmente eu faço: tiro a gaveta e a viro sobre o chão do meu quarto. Então me sento, espalho as coisas e vou separando o que não usarei mais. É assim que eu faço uma faxina no meu criado-mudo. E é assim que eu faço uma “faxina” também no meu coração.

Muitas vezes eu paro tudo. Então me recolho em oração e nesses momentos, eu “viro a gaveta” da minha alma e exponho o meu coração diante de meus próprios olhos, pedindo a Deus que me ajude a observar tudo o que não preciso e que não me fará nenhum bem, e com a ajuda dele, separo a sujeira. Com o tempo, aprendi a confiar no amor de Deus e em sua graça e a expor sinceramente para ele quem sou, como estou e como me sinto. Reconheço as minhas limitações e oro para que ele me ajude.

Ser puro de coração pode ser essa limpeza espiritual e o cuidado para que seu caráter não seja dividido, num conflito entre a verdade de quem se é e a máscara de quem você projeta ser.


"E bem sei eu, Deus meu, que tu provas os corações, e que da sinceridade te agradas..."

(Palavras do rei Davi, 1 Crônicas 29:17a)


 Sinceramente, sigo aprendendo...

Abraços,

Andréa


Também sigo aprendendo. 
Paz, 
Ruth. 

3 comentários:

Alessandra disse...

um texto maravilhoso,não sabia que ''puro'' significava sinceridade,e sinceridade ''sem cera..muito edificante.Sim,a oração só é um banho de purificação sobre a alma,mente,corpo e coração se formos totalmente sinceros com Deus.Beijos!

Andréa Cerqueira disse...

Oie Ruthinha!
Quero agradecer, sinceramente, por você postar meu texto em seu blog, me sinto honrada, obrigada!

Adorei seu cantinho, tô passeando por ele e já te seguindo também!

Beijinhos e Feliz Páscoa!

=]

Ruth disse...

Oii Alessandra é verdade o que disseste =].. a sinceridade com Deus é tudoo, se ela não tem como se achegar a Ele.

Oii Andréaaa! Ah que bom , fico feliz por isso e obrigada pode passear por aqui sempre que puder.

Feliz Páscoa tbm e beijoos do lev♥

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